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Equipe Odontologando

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Nossos dentes não se renovam como ocorre em algumas espécies, Por quê?

   

Novas pesquisas sobre o desenvolvimento dentário em peixes, desvendam a evolução e mostram que após a formação da primeira dentição, a reposição contínua dos dentes se torna um processo repetitivo e incomum.

Este estudo, é o primeiro a investigar o desen- volvimento bucal próprio da espécie Peixe Balão ou Baiacu, também afirma a idéia de que a evolução não dá saltos, dessa forma o processo tem se modificado através de gens responsáveis pelo desenvolvimento dentário,  preservado por mais de 400 milhões de anos.

Dr Gareth Fraser na Universidade de Sheffield, lider do projeto, acredita que o Peixe Balão ou Baiacu pode ser utilizado como um modelo simples de reposição dentária constante. É de grande interesse da ciência compreender como funciona este mecanismo e revelar como a genética coordena este aporte contínuo de dentes e o mecanismo de manutenção da célula tronco dental.

Assim como os humanos tem seus dentes repostos apenas uma vez, peixes e particularmente os da espécie Balão (Baiacu), tem a sorte de apresentar um novo modelo que nos auxilie a entender como seria um processo de reposição contínua dos dentes por toda a vida. Por que os humanos perdem este potencial de desenvolver outras dentições? E como pode ser utilizado este conhecimento genético para favorecer a odontologia?


O Peixe Balão ou Baiacu faz parte de um grupo diferenciado da grande maioria dos vertebrados. As pesquisas catalogaram todos os estágios do  desenvolvimento dentário e crescimento, que vão desde a formação inicial dos dentes até a construção da estrutura bucal única. Os resultados levam à uma estrutura complexa, que não aparece no início do desenvolvimento embrionário de forma completa, mas vai se modificando até o aparecimento da dentição inicial.    Dr Fraser acrescenta que
os "dentes" seriam formados por diversas camadas de dentina, e cada camada signigicaria um novo dente e podem ser sobrepostas e substituiriam os "dentes" danificados pela alimentação. Apenas após o processo ocorrer em 4 dos dentes iniciais, um novo programa de reposição constante se instala. Seria um exemplo de re-especificação de uma ferramenta genética bastante alternativa e única para a dentição.


Journal Reference:
  1. G. J. Fraser, R. Britz, A. Hall, Z. Johanson, M. M. Smith. Replacing the first-generation dentition in pufferfish with a unique beak. Proceedings of the National Academy of Sciences, 2012; DOI: 10.1073/pnas.1119635109

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