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Compartilhando idéias, falando sobre odontologia e trocando informações

Este blog nasceu da necessidade de conectar a inspiração de suas criadoras com a mídia e as redes sociais.
Estamos em ascenção, nos organizando para trazer ao leitor textos impactantes, modelados na medida das necessidades de nossos leitores e de nossas próprias.
Não temos a pretensão de sermos um blog que vem ensinar mas, estamos em movimento de pesquisa constante, para aprender e divulgar o que for relevante às idéias que inspiraram sua criação.
Esteja conosco. Será um prazer desfrutarmos deste tempo juntamente com você.

Equipe Odontologando

segunda-feira, 19 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Biocibernética Bucal

A biocibernétical bucal relaciona os dentes coma  história de vida do paciente.
Possibilita ter uma visão holística do paciente, visualizando-o como um todo.

 Incisivos centrais (superiores e inferiores) relacionam com o sistema neural. São dentes da inteligência e principalmente da personalidade.
 Incisivos laterais são os dentes referentes ao relacionamento. Eles também têm relação com o sistema neural, porém em menor intensidade, e com manifestações semelhantes às dos incisivos centrais.
 Caninos são os dentes correspondentes ao sistema circulatório; são os dentes do inconsciente, do lado animal, que todos temos. Alterações neles denotam modificações quanto às reações de ataque e defesa, amor e ódio.
 Primeiros pré-molares correspodem ao sistema excretor (rins e intestinos), e relacionam-se ao contexto emocional, à segurança.
 Segundos pré-molares correspondem ao sistema respiratório (pulmões até vias aéreas inferiores e superiores, e relacionam-se a liberdade). Sintomas relacionados aos primeiros pré-molares confundem-se com os dos segundos pré-molares, porque a representação destes no contexto psicológico está voltada para a liberdade e o outro para a segurança; ninguém tem segurança quando perde a liberdade.
 Primeiros molares correspondem ao sistema digestivo, e relacionam-se à auto-suficiência. Este dente é o que mais costuma ter cáries e o que mais as pessoas perdem durante a vida, pois ser auto-suficiente é, sem dúvida alguma, um dos principais motivos de tensão do ser humano.
 Segundos molares são dentes muito importantes, pois correspondem ao processo hormonal (glândulas endócrinas e seu hormônios).
 Terceiros molares (conhecido como o dente do “juízo”) nascem por volta dos 20 ou 21 anos e correspondem ao sistema linfático. É possível mudar aspectos psicológicos e sistêmicos, mudando o posicionamento dos dentes. Ortodontistas experientes comentam que seus pacientes melhoraram na escola ou mesmo ficaram mais calmos. Na verdade, todo tratamento ortopédico ou ortodôntico interfere no comportamento do indivíduo. Mudar os dentes não significa mudar a maneira de pensar das pessoas, e enquanto não se trabalhar tudo ao mesmo tempo teremos recidivas eternas. Na parte sistêmica o mais impressionante são os resultados na área respiratória, onde se tem conseguido reverter inúmeros problemas de saúde como: adenóides, rinites, amigdalites, epilepsia, bronquite, dentre outros problemas tratados somente através da boca, e usando-se apenas acompanhamento médico nos casos mais graves. Para tratamento da boca, em que a deformação da arcada está interferindo na postura, recomenda-se aos pacientes técnicas de massagem como: RPG, Do-In, Shiatsu, Holfing, dentre outras para auxiliar o tratamento.
Matéria extraída do site: http://odontologika.uol.com.br/biocibernetica.htm
 Esta matéria também está na página da Unica Radiologia, no facebook: https://www.facebook.com/unicaradiologia

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CIOSP 2012

Estivemos no Congresso e deixo aqui uma questão que ouvi de diversas pessoas que encontrei.

Seria necessário mesmo um Congresso Internacional  na cidade de São Paulo, anual?

Com o advento da internet e mídias sociais, as novidades chegam até nós muito antes que na feira de produtos odontológicos promocionais.
Os relacionamentos e comunicação via web transformaram o tempo, diminuíram as distâncias e aproximaram profissionais antes de difícil acesso.

Como serão os Congressos do futuro?

domingo, 22 de janeiro de 2012

PARA PESSOAS INTELIGENTES



FOTO DE Salah El Abbadi



por Rubem Alves, Colunista da Folha de São Paulo
 
 
 
   Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.

Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega:
"Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.

Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica.

Nada mais distante dos textos bíblicos.

Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas.

Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se integrasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.

E a história do profeta Oséias, homem apaixonado!

Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava!
Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão.

Até que ela o abandonou.

Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre.".

Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus.

Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável.

O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras.
As mentiras são doces; a verdade é amarga.

Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.

No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.

E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!

As coisas mudaram.

Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.

As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.
Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem.

Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.

Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.

Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade.

É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.

Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.

O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão.

Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.

Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.

O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam.

Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.

Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo.
 
Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.

Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.

Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

O povo, unido, jamais será vencido!

Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer?

Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.

Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.

De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.

Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção.". Isso é tarefa para os artistas e educadores.

O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.
 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A consciência da morte nos dá uma maravilhosa lucidez.

D. Juan, o bruxo do livro "Viagem a Ixtlan", advertia o seu discípulo: "Essa bem pode ser a sua última batalha sobre a terra". Sim, bem pode ser. Somente os tolos pensam de outra forma.

E se ela pode ser a última batalha, ela deve ser uma batalha que valha a pena.

E, com isso, nos libertamos de uma infinidade de coisas tolas e mesquinha que permitimos se aninhem em nossos pensamentos e coração. Resta então a pergunta:

"O que é o essencial?"

Um conhecido meu, místico e teólogo da Igreja Ortodoxa Russa (seu livro - maravilhoso - "Para a vida do mundo", está sendo traduzido e em breve será publicado pela Paulus), ao saber que tinha um câncer no cérebro e que lhe restavam não mais que seis meses de vida, chegou à sua esposa e lhe disse: "Inicia-se aqui a liturgia final".

E, com isso, começou uma vida nova.

As etiquetas sociais não mais faziam sentido.

Passou a receber somente as pessoas que desejava receber, os amigos, com quem podia compartilhar seus sentimentos. Eliot se refere a um tempo em que ficamos livres da compulsão prática - fazer, fazer, fazer. Não havia mais nada a fazer.

Era hora de se entregar inteiramente ao deleite da vida:
ver os cenários que ele amava, ouvir as músicas que lhe davam prazer, ler os textos antigos que o haviam alimentado.

O fato é que, sem que o saibamos, todos nós estamos enfermos de morte e é preciso viver a vida com sabedoria para que ela, a vida, não seja estragada pela loucura que nos cerca.

Lembrei-me das palavras de Walt Whitman: "Quem anda duzentos metros sem vontade/ anda seguindo o próprio funeral / vestindo a própria mortalha..."

Pensei então nas minhas longas caminhadas pelo meu próprio funeral, fazendo aquilo que não desejo fazer, fazendo porque outros desejam que eu faça. "Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim" - Álvaro de Campos.

Sou esse intervalo, esse vazio - de um lado o meu desejo (onde foi que o perdi?); do outro lado o desejo dos outros que esperam coisas de mim. Não, não são os inimigos que me impõem o intervalo.

Inimigos - não lhes dou a menor importância.

Os desejos que me pegam são os desejos das pessoas que amo - anzóis na carne

Como tenho raiva do Antoine de Saint Exupéri - "tornamo-nos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos..." Mas isso não é terrível? Ser responsável por tanta gente?

Cristo, por amar demais, terminou na cruz.

Embora não saibamos, o amor também mata. Então, abandonar o amor? Não. Mas é preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo.

É necessário aprender a arte de "abrir mão" - a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial. Aí eu comecei a pensar nas coisas que amo e que abandonei -  vejam só:
nesse preciso momento me dei conta de que, por causa dessa crônica não liguei a fonte que faz um barulhinho de água e nem pus nenhuma música no meu tocador de CDs, a pressa era demais, a obrigação era mais forte. Tudo bem agora, a fonte faz o seu barulhinho e o Arthur Moreira Lima toca minha sonata favorita de Mozart, em lá maior KV 331 - coisas que amo e abandonei.

Eu, mau leitor de poesia!

Poesia lida e não vivida!

Não levei a sério o dito pelo Fernando Pessoa: "Ai, que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer!

Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças..."

Sempre fui louco por jardins. Uns acham que eu não acredito em Deus. Como não acreditar em Deus se há jardins?

Um jardim é a face visível de Deus. E essa face me basta.

Não tenho necessidade de ir olhar atrás das estrelas... Escrevi inúmeros textos sobre jardins. Num jardim estou no paraíso. Mas, que foi que fiz com o meu jardim? Abandonei. A caixa das abelhinhas apodreceu, caiu a tampa e eu não fiz nada. Cresceu o mato e eu não fiz nada. Da fonte tirei os peixes, coitados... De lugar de prazer, onde se assentar em abençoada vadiação contemplativa, meu jardim virou um lugar de passagem.

Abandonei o meu amigo, por causa do dever.

Para o inferno com o dever! Vou mesmo é cuidar do meu jardim. Por prazer meu. E pela alegria das minhas netas. Vou reformar a fonte, vou fazer um balanço (que os paulistas insistem em chamar de balança...), vou reformar o gramado, vou refazer a casa das abelhinhas, vou fazer uma cobertura para as orquídeas. E mais, vou fazer uma "casinha de bruxa", cheia de brinquedos, para as minhas netas, a Mariana, a Camila, a Ana Carolina, a Rafaela e a Bruna... Quero brincar com elas. Breve elas terão crescido e não mais terei netas com quem brincar. "Mas o melhor do mundo são as crianças..."

Vou voltar a tocar piano - coisas fáceis: a "Fantasia", de Mozart, a "Träumerai", de Schumann, o Improviso op. 90. n. 4 de Schubert, o prelúdio da "Gota dágua", de Chopin, alguns adágios de sonatas de Beethoven.

Quero ouvir música: aquelas que fazem parte da minha alma. Pois a alma, no seu lugar mais fundo, está cheia de música.

E, sem precisar me desculpar pelo meu gosto, digo que amo música erudita. Música erudita é aquela que nos faz comungar com a eternidade. As outras, são bonitas e gostosas - mas são coisa do tempo.

Quero reler livros que já li. Vou relê-los porque é sempre uma alegria caminhar por caminhos conhecidos e esquecidos. É como se fosse pela primeira vez.

Não quero novidades. Não vou comprar apartamentos ou terrenos. Não quero viajar por lugares que desconheço.

Eliot: "E ao final de nossas longas explorações chegaremos finalmente ao lugar de onde partimos e o conheceremos então pela primeira vez..." É isso.

Voltar às minhas origens, às coisas de Minas que tanto amo, a cozinha, os jardins de trevo, malva, romãs e manacás, as montanhas, os riachinhos, as caminhadas...

Há coisas que só poderei gozar em solidão. Ninguém é obrigado a gostar das músicas que amo. Entrando no seu mundo, gozarei de abençoada solidão.

Lugar bom para se ouvir música assim é guiando o carro, sozinho, sem precisar conversar.

Mas quero meus amigos. Não do jeito do Roberto Carlos que queria ter um milhão de amigos. Não é possível ter um milhão de amigos.

Quero meus poucos amigos. Amigos: pessoas em cuja presença não é preciso falar...
Estou tentando, estou começando. Espero que consiga...

(Rubem Alves - escritor e filósofo)

Foto de Lion Ortodonti Laboratuari

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nascendo mais um ano!

"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem demerecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." (Carlos Drummond de Andrade)

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